Durou uma semana, mas pareceu muito mais. Visitamos Berlim, de domingo a quarta, e Amsterdã, de quarta a domingo. Por vários motivos, gostei infinitamente mais da primeira parte da viagem.
Berlim superou minhas expectativas porque, além de ser a metrópole moderna e cosmopolita que esperávamos ver, é a capital européia com o melhor custo-benefício em que já estivemos - em todas as outras os preços são ridiculamente altos: Dublin, Paris, Roma, Londres, Edimburgo e Belfast, nessa ordem de caristia.

Jantar no Telecafé (foto acima), com a melhor vista da cidade, por exemplo, custou 50 euros (salada Ceasar de entrada, dois pratos principais e duas taças de vinho).
Visitar a Torre da TV (Fernsehturm), construída na década de 1960 na Berlim Oriental, era uma das dicas da matéria
36 horas em Berlim, do NYT, mas não contávamos com a janta porque não tínhamos reserva (feita online, preferencialmente com seis semanas de antecedência no www.tv-turm.de). Nossa sorte foi chegar lá depois das 8 do dia 18 de novembro e conversar com a moça da reserva.
Foi uma despedida mais que perfeita da cidade. Todas as mesas ficam na janelinha do restaurante, que é redondo e gira o tempo todo pra que tenhamos uma vista de 360 graus de Berlim.
Outra coisa boa: com guias de viagem aconselhando a evitar os meses de novembro a fevereiro por causa do frio e da chuva, chegar a Berlim naquela manhã ensolarada de 15 de novembro, com temperatura de 14 graus, foi uma surpresa pra lá de agradável.

Como os turistas não lotam a cidade em novembro, não pegamos fila em nenhum lugar. Nem no Reichstag (foto abaixo), onde a espera pode ser de até 1 hora em dias de muvuca.

O transporte público é tão bom ou melhor que o de Londres. Nunca chegamos tão cedo ao centro da cidade a partir de um aeroporto, e desembarcando de um trem confortável cuja passagem custara apenas 2,80 euros.
Em pouco mais de meia hora, já estávamos lá, no lado oriental, tomando o café da manhã nessa padaria
kitsch (foto abaixo) antes de conferir um mercado de pulga próximo.

Pra chegar a Londres e Paris, por exemplo, a opção mais barata é ônibus, com passagem acima de 10 euros e trajeto demorado, de cerca de 2 horas. Isso porque quase sempre viajamos com a
Ryanair, empresa aérea irlandesa de baixo custo e que voa geralmente pra aeroportos secundários e distantes.
O hotel também foi outra boa surpresa. Ninguém nunca nos recomendou um lugar legal pra ficar nesta ou naquela cidade. Nossa pesquisa é online, com base nas opiniões dos hóspedes postadas no site
HostelWorld.com e nas dicas dos autores do guia de viagem
Lonely Planet.
Nosso quarto no
City 54 tinha o essencial que um hotel tem que oferecer com qualidade (cama, roupa de cama, banheiro e limpeza), mais TV, secador de cabelo e minicozinha, com fogão, geladeira e pia.
Café da manhã gostoso (muito além da torrada, cereal e chá) e incluído na diária. Pagamos 130 euros pelas 3 noites. Muitos hostels não têm banheiro no quarto e costumam cobrar separado por café da manhã, toalha de banho ou secador. Estação de metrô na porta do hotel. É claro que eu recomendo.