Começou hoje a campanha nacional de vacinação contra gripe suína (H1N1) aqui na Irlanda. Gestantes correm mais risco de ter complicações da doença e, estando eu grávida, fui tomar a vacina.
Tenho 38 anos, sou vacinada, já voluntariei em campanhas de vacinação no Brasil, pingando gotinhas contra a paralisia infantil na boca de crianças, fui imunizada contra a gripe no meu local de trabalho, e nunca vi nada parecido com a experiência que tive nesta tarde.
Passei por cinco profissionais da saúde até ser liberada pra ir pra casa. Primeiro recebi um formulário pra preencher com meus dados pessoais e um panfleto com informações sobre a gripe suína.
Outra pessoa digitou meus dados num computador e fui pra fila do médico, que me fez algumas perguntas (alergias, hemorragias, quantas semanas de gravidez etc) antes de me liberar pra vacinação.
Outra fila, outro consultório: recebi a injeção no braço esquerdo, a bula da vacina Celvapan, o número de um serviço telefônico 24 horas para pedir ajuda em caso de reações aos componentes, e fui orientada a aguardar 15 minutos na sala de espera antes de deixar o prédio.
Sentei na cadeira mais confortável que achei e comecei a ler a bula do Celvapan. Uma enfermeira veio até mim e me pediu pra sentar ao lado dos outros vacinados que estavam sendo observados, para facilitar o trabalho dela.
Senti uma tonturinha, mas menti que estava bem - porque queria sair daquele ambiente abafado - e fui liberada.
Todo esse zelo me deixou apreensiva. Será que era pra tanto? Celvapan, aprovado apenas um mês atrás, deve ser pancadão!
A pressão de cima e a pressão de baixo
16 horas atrás








